living in theory
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Setembro 24, 2006

"Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer"


Hoje o samba veio te salvar
Te acordar do sono em que você foi mergulhar
Você só precisava de uma nova canção
Uma nova canção pra te tirar do sufoco
Do choro

Hoje o samba cantou e sussurrou mil segredos
Gritou lindos versos pra você se apaixonar mais cedo
Pra você não secar como as flores
Com poucas cores
Sem o sol da manhã

E amanhã
Deixa o samba continuar a bater
Dentro do seu peito
Escuta direito
Pra não ensurdecer outra vez



Setembro 20, 2006

Life on Mars?

Pára o mundo que eu quero descer. Pára tudo que eu preciso respirar um pouco. Só um pouco, só por agora. Falta ar. Falta fôlego e sobra lágrima. Sobra raiva. Segure minhas mãos quando eu tentar fugir, quando eu quiser me soltar de tudo. As palavras são sempre tão mudas e o silêncio é surdo. Então deixa eu ficar nessa lagoa profunda, nessa escuridão imensa, me esqueça.

"No infinito do céu azul, pode ter vida em Marte..."


Setembro 17, 2006

Le temps qui reste

Eu queria mais tempo...
Tempo pra ouvir os seus segredos
Ou uns segundos apenas pra te desejar bom dia
Tempo pra admirar o céu secar
E tentar adivinhar o tempo que vai fazer
Pra visitar a vó, fofocar com a tia
Discutir com a irmã do tempo que passou
Tempo pra te escrever
E pedir desculpas pela minha falta de tempo
Tempo pra decorar uma música inteira
Porque a minha vida é um refrão

E quando acabar o tempo?
Quem eu culpo então?


Setembro 10, 2006

"Coisa estranha sentir receio". Receio nada, medo mesmo. Só que agora é "medo de velho". Medo de pular do alto, de quebrar os ossos, até de sentir vertigem. Medo de viver. Falta coragem pra seguir qualquer caminho, rasgar mapas, quebrar bússolas.

Porque agora o ponteiro passa mais rápido, passou já. E o temor é perceber que não dá tempo. Tempo pra perder, pra conquistar e pra arriscar também. Devia ter hora extra pra poder errar e depois consertar. Soprar as pétalas das flores e fazer crescer jardins inteiros. Pular o inverno e só deixar o verão nascer.

Coisa estranha ter que crescer. É tudo mais frio, mais chato. Tudo programado, planejado e perfeitamente calculado. Nos detalhes. Aqui dentro vai ficando um silêncio, derramando um sufoco. Fica sempre essa falta, essa poesia inacabada e esse cheiro de rosas. Brisa quente pela avenida, mar de concreto e esse cheiro. Cheiro de infância...


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Azul da cor do mar
Drops de Anis
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em spin perpétuo
Chez Moi!
Haverá paraíso...
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Força Tribal
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Fabricio Carpinejar

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