living in theory
Novembro 26, 2006
I want you to want me
Restam poucas palavras e um nó estranho na garganta.
Tanto pra dizer e esse nó...
Foi tudo muito rápido, muito intenso. Feito uma chuva de confetes coloridos. O cinza da Paulista, os azuis e verdes límpidos dos olhares amigos, os brancos dos sorrisos. E um vermelho-vida, pulsando.
Foi exato, necessário. Porque sem combinar, dá super certo. Mas talvez nossas vidas tenham sido projetadas para que nos encontrássemos. Talvez estivesse escrito.
Talvez...
Foi um despertar. E só então soube que era dia e fazia sol.
Foi uma viagem linda...
Mas isso não é uma despedida.
Novembro 5, 2006
" There's an underestimated and impatient little girl
Raising her hand"
Os meus olhos embaçam à frente. Embaralho palavras feitas em torrente, letras que se consomem e viram um só nome. Liquefaço-me. Sinto medo de pôr-do-sol, de rua, de pássaros que acordam em uníssono do lado de fora. Do horário de verão que me rouba uma hora. Tomo um suco de maracujá para acalmar o meu compasso em taquicardia, em desacordo. Acordo e adormeço no mesmo salto. O ônibus passa levando meu reflexo pelos vidros. Outras janelas também se despedem levando-me com elas, uma correnteza delas. Evito espelhos com medo de não me encontrar. Escondo-me em substantivos concretos, falsos adjetivos e estranhos verbos. Não sei o que digo, apenas repito. Um dia, dois, dez. Passam-se meses e já é quase dezembro de novo. Passam-se meses e ainda estou. Wake up!